domingo, setembro 03, 2006

A Veja São Paulo dessa semana trouxe uma reportagem que me deixou muito deprimida. Se você é uma pessoa sensível como eu, tenho certeza que vai se solidarizar com essa causa.

O fato é que a Rua Oscar Freire, numa das regiões mais chicosas da cidade, está em obras e a rotina de todas suas frequentadoras, que tem peles pessego como a minha, está sendo prejudicada.

Na reportagem, várias mulheres foram entrevistadas e a queixa de cada uma delas é o que realmente me deixou muito sensibilizada.

Vejam só! Uma das entrevistadas, que usava um conjuntinho de lã Chanel, diz que só usava salto dez antes da reforma, mas que por causa das calçadas esburacadas agora passou a usar salto cinco. Assim não dá né? todo mundo sabe que um Chanel não combina com um salto cinco!

Uma outra, que caminhava com o seu cachorrinho lulu nos braços, de uma raça que eu mal consigo pronunciar o nome, quem dirá escrever ele aqui, disse que desde que começaram as obras só anda com o bichinho no colo. Acho que ela deve temer que o cãozinho contraia uma doença infecciosa.

Nessas horas eu me lembro porque adotei a Pulguinha, uma vira lata pulguenta, que dormia no portão da minha casa. Agora todo fim de semana ela sai pra dar uma volta na redondeza e depois de furar todos os sacos de lixo da vizinhança volta feliz da vida pra casa, carregando um pedaço de frango verde na boca sem ter a menor idéia do que significa essa palavra doença.

E o pior de tudo são os operários que trabalham nessas obras. Apesar dos mesmos passagem por teinamentos a cada 15 dias, tendo aulas de etiquetas e boas maneiras pra aprender a conviver com essa mulherada, vez ou outra ainda soltam uma cantada de baixo calão pra essas pobres moças. Tô até pensando em mandar uma carta para prefeitura e sugerir que se coloquem umas faixas nessas obras dizendo : Escuta aqui seus pobretão, essas mulé aqui não são pro seu bico não!

Eu não sei se é a minha tpm ou não, mas o fato é que essa reportagem mexeu muito comigo !!!

quinta-feira, agosto 31, 2006

quarta-feira, agosto 30, 2006



Eu não sou muito fan de programas de culinária. Se tratando de culinária eu aprecio muito mais um livro, já que é possível você entender e acompanhar melhor o passo-a-passo de uma receita. E além do mais, eu nunca entendi porque os chefs que apresentam programas de televisão insistem em usar diversos potinhos pra demostrar os ingredientes. No mínimo é porque não são eles que vão lavar a louça depois.

Mas agora eu estou viciada no programa do Anthony Bourdain que passa todos os domingos no canal Discovery Travel and Living.

Pra quem não sabe, Anthony Bourdain é um chef americano que depois de passar muitos anos trancado dentro de uma cozinha, resolveu fazer um programa onde ele viaja pra vários lugares do mundo experimentando da culinária local.

Mas o mais legal do programa não são as comidas mostradas nele e sim a forma como o programa é feito. Depois de gravado, ele é editado com os comentários do próprio Tony, o que rende observações super engraçadas. Além do que, muitas vezes ele está muito mais interessado na bebida local do que na comida propriamente dita.

No último programa ele contou que depois de ter sacrificado uma média de dez ou doze mil lagostas, ele tem pesadelos constantemente com elas. Sonha que está trancado dentro de uma sauna, e do lado de fora, tem uma lagosta gigante usando um babador e aumentando a temperatura da sauna, hahaha.

Num outro programa, acho que foi gravado na Nova Zelandia, ele sofreu um acidente durante a gravação com um triciclo. Apesar de trágico, foi hilário ele quase morrendo frente as cameras. O video é esse aqui

Enfim, fica aqui a minha dica pro finalzão do domingo a noite. Um programa regado a muita comida, muita bebida e muito bom humor.

Ingredientes indispensáveis a boa mesa :)

segunda-feira, agosto 28, 2006

E por falar em número de telefone do Japão eu me lembrei de um causo. Apesar da linha telefônica custar um absurdo na época em que eu morava lá, a gente achou que valeria a pena o investimento. Era uma segurança tanto pra nós, quanto pra nossa família saber onde achar a gente em caso de emergência.

Mas quando compramos a bendita linha nunca imaginamos que um dia poderíamos receber uma ligação que fosse "engano", ainda mais em japonês.
Mas um dia isso aconteceu ...

O telefone tocou logo cedo, e quando atendi o sujeito do outro lado da linha falava:

- Moshi Moshi , Watanabe san onegai shimassu.

Quando ouvi isso me toquei que era engano e fiquei pensando - Caramba! e agora o que eu faço já que eu não sei falar que esse sujeito não mora aqui !! Ahh já sei, vou falar que ele não está. E respondi:

- Ele não está não.

A minha esperança era que ele percebesse que tinha ligado errado, mas isso não aconteceu e durante alguns dias, no mesmo horário, o telefone tocava e quando eu atendia era o homem de novo querendo falar com o tal Watanabe. A minha vontade era responder - Ô japa burro! Não se tocou ainda que tá ligando errado? ? Mas como eu também não sabia falar isso, continuava respondendo:

- Ele não está aqui não.

Depois de uma semana, eu já estava de saco cheio desse cara ligando todo dia no mesmo horário. Daí fui obrigada a pedir pra uma colega que falava japonês me ensinar a falar que o "Watanabe san não morava lá, e que fazia uma semana que ele estava ligando errado".

Bom, quando finalmente consegui explicar isso a ele, dei graças aos céus por não entender nada do que ele continuava falando :)

sábado, agosto 26, 2006

Cinco coisas sobre mim


O Flávio me passou o abacaxi. Quer dizer, o pepino. Quer dizer ...

Ahh vocês me entenderam :)


EU AMO PIJAMAS :
É sério. Gosto tanto que tenho uma gaveta só pra guardar eles. Tenho de todas as cores, modelos e texturas. Até coloquei um sabonete nessa gaveta só pra deixa-los mais cheirosos.
Mas aí abro a gaveta e vejo eles tão limpinhos e cheirosos que fico com pena de usar. Coloco uma camiseta velha com uma calça de moleton furada e vou dormir.


EU JÁ FUI UMA COMPRADORA COMPULSIVA:
Teve uma época na minha vida que eu tinha que chegar com uma sacola em casa por no mínimo uma vez por semana. Era sapato, roupa, bolsa, pijama ou qualquer outra coisa que estivesse em promoção.
Hoje eu melhorei muito. Penso cinco minutos antes de comprar. E acreditem, esses cinco minutos fizeram uma grande diferença.


ATÉ HOJE ME LEMBRO DO NÚMERO DO TELEFONE QUE EU TINHA QUANDO MORAVA NO JAPÃO:
Até aí nada demais. Mas o fato é que eu só me lembro dele em japonês. Em português, eu não tenho a menor idéia de que número seja. Se alguem souber a tradução, por favor me avise :
roko, roko, go
go, san, zero, kyo


EU SOU MUITO CHATA:
No meu trabalho, eu sempre acho que ninguem faz o meu serviço melhor do que eu. Sempre que eu volto de férias eu quero morrer de catapora seca toda vez que encontro um documento grampeado no outro, sem que as duas pontinhas do papel estejam alinhadas.
E como que alguem consegue destacar uma folha de formulário contínuo deixando algumas rebarbas?
É. Deve ser duro me ter como colega de trabalho ...


EU SOFRO DE HIPOCONDRIA MODERADA.
Eu digo moderada porque não sou viciada em remédios. Mas se leio sobre sintomas de algumas doenças, na mesma hora, começo a pensar que estou sentido os mesmo. E sempre chego a conclusão que sofro daquela doença. Mas depois passa.
A única vez que eu acertei, foi há uns 8 anos atrás quando houve uma epidemia de sarampo aqui em SP. Eu lia sobre os sintomas do sarampo no jornal e podia jurar que estava sentindo tudo aquilo. Até que um dia acordei toda pintadinha :)


A bola agora vai: