domingo, abril 08, 2007






Um dia desses, uma colega de trabalho me perguntou:

- Marcia, qual é a música sua e do seu marido?

Foi nesse instante que eu me dei conta de que nós dois não temos a nossa música. É, aquela coisa que todos os casais dizem quando ouve a música no rádio: " ahh essa é a música que a gente dançou pela primeira vez. " "ahh essa é do nosso casamento." " Essa outra é a que estava tocando o dia em que você me deu uma caixa de bombons estragados".

Não, nós não temos nada disso. Mas eu não podia admitir isso pra ela. Imagina, dizer pra uma pessoa que acha que tudo dela é melhor, que eu e meu marido não temos a nossa música? e dar chances pra ela tripudiar em cima de mim? Jamais! Então respondi a primeira coisa que veio a minha cabeça:

- Rockaway Beach, do Ramones.

ela pensou uns segundos e perguntou:

- Hummmm eu não conheço. É romântica?

num folego só respondi:

- SUPER!

Oras, claro que eu sei que não tem nada de romântico na música de um bando de cabeludos cantando punk rock, mas eu estava desesperada. Na verdade tem sido um cd do Ramones que tem nos acompanhado no carro nos últimos tempos, então na hora foi a única coisa que consegui me lembrar.

Mas ela não se deu por vencida! Agora quer porque quer ouvir a nossa música! Droga eu bem que poderia ter respondido que a nossa música era qualquer uma daquelas porcarias cantadas pelo Daniel ou Leonardo, que eu tenho certeza que faria ela morrer de inveja de mim! Mas não, fui responder Rockaway Beach!

Bom agora preciso arrumar qualquer porcaria romântica para começar a chamar de Rockaway Beach ;-)

segunda-feira, abril 02, 2007



Assim que folgar eu volto :-)

sábado, março 31, 2007

É ridículo eu sei, mas é que eu não resisto a uma piada ridícula :)

Um brasileiro, de passagem por Lisboa, foi surpreendido com a notícia de que um amigo seu, português, havia falecido e seria enterrado naquela tarde.

Chateado com a situação, a perda de um amigo do peito, procurou saber onde seria o velório e para lá partiu. Ao chegar, viu que no caixão estava o morto inteiramente nu e ao lado um grande pote cheio de creme, no qual cada um dos presentes metia a mão e após apanhar um pouco, passava sobre o defunto.

Surpreendido pela cena, coisa inusitada para ele, aproximou-se da esposa e perguntou:

- Desculpe-me a ignorância, mas o que estão fazendo é tradição por aqui?

Ao que a esposa respondeu:

- Não! É algo inusitado. Nunca fizemos. É que ele pediu para ser CREMADO ...

quinta-feira, março 29, 2007

Um apelo para os manos

O escritório onde eu trabalho já foi arrombado umas três vezes nesses últimos tempos. O fato é que os malandros encontraram uma brecha, e estão se aproveitando dela na calada da noite. Da última vez levaram até um presente que eu tinha comprado pra dar a uma amiga de aniversário.

Agora eu confesso que a possibilidade deles voltarem tem me deixado apreensiva. Quer dizer, o que tem me preocupado na verdade não é bem a volta deles. O problema maior é que cada vez que eles arrombam o escritório, eles destroem o sistema de alarme, daí somos obrigados a chamar o moço da assistência técnica. E é aí que mora o problema.

O moço do alarme é um sujeito bonzinho, mas é meio desligado, vamos dizer assim. Ele usa uma calça de elástico na cintura, que na verdade já perdeu o elástico há muito tempo, portanto cada vez que ele caminha a calça literalmente cai, deixando ele totalmente desguarnecido nos fundos.

Olha, eu já perdi as contas da quantidade de vezes que vi aquele traseiro peludo! Eu fico completamente desconcertada, mas não tem o que fazer. Não é a mesma coisa que dizer “olha moço, seu tênis esta desamarrado” ou “tem um grão de arroz aí no seu nariz” então a única coisa que me resta fazer e ficar olhando para o teto. Mas eu tenho olhado muito para o teto ultimamente.

Meu desespero é tanto que já estou até pensando em deixar esse recado para os assaltantes:

“Mano, o negócio é o seguinte. Quer roubar, rouba! Mas, por favor, não destrua o sistema de alarme”.

E depois rezar para que de certo!