segunda-feira, outubro 16, 2006

Um dia, folheando um livro da Danuza Leão, eu li alguma coisa que dizia mais ou menos assim:

Sempre que usar um banheiro, deixe-o mais limpo do que estava quando você entrou.

Pronto. Isso era tudo que uma virginiana maníaca por limpeza precisava ouvir.

Depois disso, passo horas dentro dos banheiros. É no banheiro dos shoppings, dos restaurantes, do escritório, sempre acho que tenho que deixar o local impecável antes de sair e com isso fico mais tempo do que devia lá dentro.

Eu seco pia, limpo os respingos de água dos espelhos e recolho papéis espalhados pelo chão. E troco o rolo de papel higiênico sempre que possível. Porque será que ninguém nunca repõe os rolos na papeleira?

Durante a viagem, eu passei muitas horas dentro do avião, e em viagens longas vocês podem imaginar em que estado fica aquele cubículo ridículo chamado banheiro, que tem nos aviões.

Depois de ler, comer e assistir duzentas vezes o mesmo filme, eu não tinha muito que fazer então só me restava ir ao banheiro. Bom, confesso que passei algumas horas agradáveis fazendo uma pequena faxina lá dentro. Em algumas vezes tive que me controlar pra não pedir um rodo e um balde com água para os comissários. Mas garanto uma coisa. Quem entrou naqueles banheiros depois de mim não teve do que reclamar.

Mas como santo de casa não faz milagre, a minha vontade de limpar banheiros está latente somente para banheiros públicos. Talvez porque eu saiba que nesses banheiros sempre vai entrar alguém estranho depois de mim e não quero que pensem: nossa como é porquinha a moça que estava aqui dentro.

Mas como sou uma mulher de fases, eu sei que logo esse vicio vai passar. Só espero que não seja substituído por um outro bem pior!

Mas pensando bem, o que pode ser pior do que sentir prazer limpando banheiro dos outros ?

domingo, outubro 15, 2006

Imagens valem mais que mil palavras ...
ou quando não souber o que escrever no seu blog publique fotos :)

Feirinha Pça da República / Centro
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terça-feira, outubro 10, 2006

Não, isso não é meu!




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As pessoas viajam e normalmente trazem souvenir dos lugares por onde elas passam, mas deixar souvenir, isso eu nunca tinha visto.

Caminhando por umas trilhas em Blue Mountain me deparei com essa imagem. Daí fiquei imaginando: que diabos esse negócio estava fazendo pendurado numa árvore?

Bom, pode ser que a dona tenha sofrido algum incidente como o meu, com um passarinho, e resolveu lavar a peça. Colocou pra secar e na volta esqueceu de pegar.

Ou talvez ela estivesse praticando alguma atividade ilícita no local com seu companheiro, quando ambos foram surpreendidos por um canguro de dois metros e meio de altura, e na pressa de sair correndo esqueceram uma das peças lá.

Sei lá o que aconteceu. Mas que foi engraçado encontrar esse negócio lá no meio da mata, isso foi :o)

segunda-feira, outubro 09, 2006

Atenção moçoilos, podem sair da sala que hoje vou descer a lenha em vocês :)

Uma vez a Carla fez um post falando que ela detesta pedir informações para os outros na rua, e que na casa dela quem faz isso é sempre o marido, porque ele adora perguntar. Eu fiquei surpresa, porque como todo mundo sabe, homens detestam pedir informações. Eles podem estar perdidos no trânsito, ficarem rodando e rodando, feitos barata tonta, mas só param pra pedir informação quando percebem que não tem mais jeito.

E aqui em casa também não é muito diferente. Eu pergunto tudo pra todo mundo o tempo todo, quantas vezes forem necessárias. Mas ele? Humph!

Pra vocês verem que eu não estou sendo injusta em falar isso dos homens, vou contar um causo que aconteceu com a minha amiga. Mas já vou avisando: Nem adianta me perguntar o nome dela porque eu não vou contar!

Essa minha amiga e o marido estavam de férias há alguns anos atrás. Alguns dias antes dele voltar ao trabalho, ele disse assim pra ela:

- Benhêêêê acho que nós temos um casamento no sábado que vem, da moça que trabalha lá no escritório comigo.

A minha amiga, já conhecendo o sujeito, falou:

- Mas você acha? Se você não tem certeza não é melhor ligar pra ela e confirmar o dia?

- Não benhêêêê, não precisa não. Acho que é sábado mesmo. Afinal, quase todo casamento é de sábado. Ainda mais que vai ser numa chácara lá na Raposo Tavares. Depois eu vejo no mapa que está lá no carro.

Bom, o sábado chegou e partiram os dois para o casamento lá na Raposo Tavares. Segundo ele, o casamento seria às dez da manhã e depois da cerimônia teria um belo churrasco com direito a usar a piscina e jogo de futebol para os rapazes.

Saíram os dois atrasados e quando ele já estava pronto pra pegar a Raposo Tavares, ele resolveu olhar o mapa, e descobriu que na verdade a chácara ficava na Fernão Dias.

A minha amiga, que já estava soltando fogo pelas ventas, começou a ordenar que eles parassem pra se informar qual era o jeito mais rápido de chegar a Fernão Dias, já que ela já tinha percebido que ele estava todo atrapalhado. E ele, na maior calma respondia:

- Precisa não benhêêêê. Eu já to me achando.

Depois de muito se perder, e claro, não parar pra perguntar nada pra ninguém, eles finalmente chegaram. Já passava um pouco das dez da manhã, mas a minha amiga até ficou aliviada em saber que talvez só tivessem perdido o começo da cerimônia.

Conforme eles entravam na chácara, ela notou uma coisa muito estranha. Quase não tinham carros no estacionamento e o local estava muito quieto. Só ouviam umas batidinhas de louça, que vinham de um salão. Quando eles chegaram ao salão, não tinha ninguém, somente uns funcionários do local arrumando umas mesas. Mas pelo menos a churrasqueira estava acesa, então já era um bom sinal.

Quando o funcionário os viu, veio conversar:

- Bom dia, pois não?

A minha amiga que respondeu. Pois lembre-se, homens não gostam de perguntar:

- Bom dia. A gente veio para o casamento da Ideralda. Não eram dez horas?

Ela disse que o funcionário ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada, mas gritou para um outro que estava mais no fundo do salão se aquela festa que eles estavam preparando era do casamento da Ideralda. O moço lá do fundão respondeu:

- O casamento da Ideralda é amanhã. Hoje é o batizado do neto do Seu Pedro.

Pois é. Eles foram para o casamento no dia errado. Ela foi embora dando chute na sombra e com uma fome danada que o cheiro dos espetinhos do batizado do neto do Seu Pedro tinham provocado nela.

Mas no dia seguinte, eles estavam lá novamente para assistir o casório. Ele a proibiu terminantemente de contar essa história para os outros, e cada vez que alguém comentava o quão difícil tinha sido chegar lá, ela só respondia:

- É mesmo? Nossa! Nós chegamos aqui rapidinho...

Mas agora eu me vinguei e contei essa história pra todo mundo. Quer dizer, tô me vingando por ela :)







sexta-feira, outubro 06, 2006

Ahh tá bom vai, eu sei que tá todo mundo empapuçado desse negócio de Japão, Austrália e USA, mas os banheiros no Japão valem um post. Eu juro ! :)



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No Japão existem dois tipos de banheiros. Os ocidentais e os orientais, e esse aí da foto é o banheiro oriental. Sim, o banheiro oriental nada mais é do que um vaso sanitário, só que enterrado no chão. Até onde eu sei, a vantagem desse banheiro em relação ao ocidental é que ele evita qualquer tipo de contaminação, pelo simples fato de você não ter contato direto com o vaso sanitário. E é muito comum encontrar esse tipo de banheiro até nas lojas de departamento mais sofisticadas em Tokyo.

E tem uma coisa interessante pra se usar eles também. É que as japonesas morrem de vergonha do barulhinho que o xixi faz quando cai na água. Então enquanto elas fazem o xixi, elas dão descarga. Assim um barulho disfarça o outro. Esse da foto, por exemplo, já é ecologicamente correto. Ali na parede tem um sensor de movimento, que só imita o som da descarga quando você esta em posição estratégica.

Dessa vez eu nem me atrevi a chegar perto de um deles, mas confesso que sofri muito pra usar um treco desses quando morei no Japão. Na fábrica onde eu trabalhava só existiam banheiros orientais e cada vez que eu precisava fazer um simples xixizinho, era quase um parto, porque eu tinha que tirar toda a roupa, com medo de errar o alvo.

Mas passado um tempo eu pensei : Bom, se vou ficar nessa terra um ano, e cada vez que for ao banheiro eu tiver que tirar toda a roupa, vou passar 6 meses só no banheiro!

Depois de tal conclusão, aprendi a usar o bendito. Tali e quali as japonesinhas . Inclusive com descarga :)

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Mas os banheiros ocidentais são cheios dos tric tric. Eu já conhecia esses assentos que são cheios dos botões, mas nunca tinha usado. Antes todos os botões só vinham escritos em japones, mas dessa vez encontrei vários escritos em inglês, então usei e abusei deles :)

Os comandos nada mais são do que uma ducha mais forte, ou mais fraca. O famoso botão que imita o som da descarga, e um botão para aquecimento do assento. Se você pensar que tem que sair da cama no quentinho em pleno inverno pra sentar num vaso gelado, até que esse botão é bem útil.

E ele esquenta mesmo! Numa noite eu esqueci esse botão ligado, e na manhã seguinte quando fui usa-lo quase tive uma queimadura de terceiro grau nos paises baixos, hahaha!

Mas banheiro pago no Japão eu nunca tinha visto! O dia que saí com a minha amiga Marcia Millaré, nós fomos almoçar num restaurante chamado Royal Host, no Harajuko. Não sei porque, mas não tinha banheiro dentro desse restaurante. Pra usar o banheiro você precisava sair de dentro dele e usar um comunitário que era dividido com clientes de outros restaurantes no mesmo local .

Eu já fiquei sismada quando tentei abrir a porta do banheiro e não consegui, e do lado dela tinha uma maquina com luzinhas vermelhas marcando Y100 ( hyaco ien, que é o equivalente a 1 dolar). Depois de forçar a porta por alguma tempo, sem conseguir abri-la, eu me conformei que teria que colocar Y100 na máquina para conseguir usa-lo.

Após colocar o tal moeda, para a minha surpresa, a porta não abriu! A essa altura eu já estava indignada de ter perdido a minha moeda de Y100 e se a minha vontade não fosse tão grande, juro que teria ido embora. Mas não teve jeito, coloquei mais uma moeda na máquina e comecei a esmurrar a porta.

Quem disse que ela abriu? Já tinha perdido Y200, tava a ponto de fazer nas calças e tinha acabado de descobrir que a porcaria da máquina tava com defeito. Enquanto eu esmurrava a porta tentando abri-la, apareceu um senhor, e com meu japonês macarrônico eu dizia a ele que a porta não queria abrir. Ele foi super gentil, e resolveu chamar um funcionário do restaurante.

Quando o funcionário apareceu, ele ficou explicando para o senhor e pra mim, que a porta tinha todo um jeititinho especial para abrir. Após ele colocar uma moeda na máquina, a porta finalmente abriu para eu entrar. Nesse momento, vi a coisa mais fantástica da minha vida. Enquanto eu me dirigia ao meu trono, a tampa do vaso ia se levantando sozinha para eu sentar. Fiquei pasma quando vi aquilo !

Mas pensando bem, era o mínimo que aquela disgramada podia fazer por mim, depois de ter me arrancado duzentos yens :)