terça-feira, fevereiro 27, 2007






Eu acabei de ler Marley e eu - A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo e foi inevitável não me sentir melancólica assim que terminei o livro. Primeiro porque pra quem gosta de animais, especialmente cachorros, a história do labrador com sérios problemas de comportamento é deliciosa e apaixonante. Segundo porque comecei a perceber que meus cachorros também estão ficando velhos.

Como o autor mesmo descreve no livro, a velhice nos cães chega de uma maneira assustadora. Um dia eles se comportam como verdadeiros filhotes e no outro já aparecem com rosto coberto por pelos brancos. Eu testemunhei isso recentemente quando observei que a Pulguinha, minha vira lata favorita, ficou com a cara toda branca em questão de poucos meses.

Nós a adotamos da rua já faz quase onze anos. Portanto, ela deve ter no mínino uns doze anos, e isso em idade de cachorro representa muito. E meio chavão, eu sei, mas parece que foi ontem que ela estava dando a luz a sete filhotinhos aqui no portão da minha casa.

Até o Vaquinha, que é seu filho, também está ficando velho. Um dia enquanto ele sorria pra gente, deu pra ver que ele esta banguela. O único que ainda dá sinais que vai sujar muito quintal pra gente lavar é o Petinho.

Eu confesso que apesar de tanto tempo sendo dona de cachorros, as vezes eu ainda me sinto meio perdida, e não sei bem como proceder quando me deparo com algum acontecimento diferente com eles. Confesso que até hoje confundo suas vozes, e mando o Vaquinha parar de latir quando na verdade quem esta latindo é a Pulguinha. E outro dia chamei o Rogério pra mostrar um pelinha estranha, parecida com uma verruga, pendurada na patinha traseira do Vaquinha. Quando ele viu, ele começou a rir e disse que aquela pelinha nada mais era que o polegar dos cachorros.

Enfim, eu posso não saber definir vozes de cachorro e até ignorar a existência de dedo polegar neles, mas o fato é que o livro me chamou a atenção para um fato que eu honestamente achei que fosse acontecer daqui há alguns anos-luz, mas infelizmente parece que não é assim ...

Apesar de todos eles serem vira-latas, (embora o Rogério insista em dizer que são da raça Akita. Ele sempre diz: aqui ta o seu Vaca, aqui ta o seu Peto, aqui ta a dona Pulga) eles são tão importantes pra mim, quanto o labrador Marley foi para o seu dono.

Talvez a minha vida fosse mais prática se eu não tivesse cachorros, porque quem os tem sabe do trabalho que eles dão, mas com certeza ela seria muito mais sem graça ...

2 comentários:

Maitê disse...

É verdade. Tive cachorros que morreram com treze anos. E passa muito rápido. Eles morrem cedo, mas só deixam lembranças engraçadas ou boas. Não são como os seres humanos... Esses, tá louco. Abs

milton toshiba disse...

Marcia a minha em 9 anos e fez check up nesse mes.. O vet disse que ela esta otima .. Asim espero........

bj